Vacina Aftosa e Armazenamento de vacinas

Começou ontem, dia 02 de maio a imunização do rebanho bovino contra a febre aftosa na maior parte do País. O MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – estabelece o calendário nacional de vacinação da febre aftosa em função dos períodos adequados para cada estado. A vacinação é uma prática que, amplamente utilizada e necessita de cuidados e conhecimento específico para o correto armazenamento e aplicação, evitando prejuízos aos produtores e danos aos animais. O Brasil manteve bons resultados na imunização durante a campanha nacional. O índice de cobertura foi de 98,04%, quando cerca de 164,7 milhões de bovinos e bubalinos foram vacinados, de um total previsto de 168 milhões de cabeças.Por isso devemos auxiliar nossos clientes pecuaristas sobre a forma correta de armazenamento das vacinas e práticas de manejo que garantem a segurança e a eficácia da vacinação. A conservação das vacinas é feita através de um sistema que garanta o armazenamento correto desde o fornecedor, transporte e a manipulação do laboratório, distribuidor e produtor. É muito importante realizar a aferição correta da temperatura na chegada das caixas de isopor que armazenam as vacinas. É indicado aferir pelo menos 30% do total de caixas recebidas, o termômetro tipo palito deve ser introduzido na lateral da caixa para verificar a temperatura interna, sendo necessário aguardar entre três e cinco minutos até que se estabeleça a temperatura no visor para em seguida fazer a leitura, deve-se evitar colocar o termômetro na tampa da caixa. Nos locais de distribuição chamamos a atenção para alguns pontos de armazenamento, que são: • A temperatura da vacina tem que estar entre 2° e 8° C. (do ponto de venda ao pecuarista). • O refrigerador deve estar posicionado em lugar nivelado, não exposto aos raios solares e longe de qualquer fonte de calor instalado a uns 30 centímetros de distância da parede para que haja uma boa circulação do ar quente do motor. • A tomada deve ser exclusiva para o refrigerador, evitando assim sobrecarga elétrica e desconexão acidental da tomada. • O refrigerador deve ser de uso exclusivo para vacinas, não se pode de maneira alguma guardar alimentos, bebidas ou material de coleta de exames. • As vacinas devem ser colocadas nas prateleiras centrais e nunca na parte inferior do refrigerador e nas portas. • As vacinas devem manter uma distância entre elas aproximadamente de 2 dedos e dispostas a uma certa distância da parede do refrigerador para que haja circulação de ar frio e evite de congelar. • As vacinas com vencimento próximos devem ser colocadas na frente para que sejam utilizadas primeiro. • No congelador pode ser colocado gelo reciclável que também ajuda a manter a temperatura. Quando houver um aumento da temperatura colocar o gelo reciclável na porta do refrigerador afim de estabilizar a temperatura. • Na gaveta inferior deve ser colocada garrafas com água sal e corante misturados, que contribuem para estabilizar a temperatura. • Durante os cortes de energia elétrica, o sistema de conservar pacotes de gelo no congelador e garrafas com água e sal na porta e na parte inferior do refrigerador, permitem manter a temperatura em torno de 4°C durante 6 horas quando a temperatura ambiente é de 25 a 28°C; por 12 horas quando a temperatura ambiente é de 5 a 12°C, desde que mantenha a porta do aparelho sempre fechada. • As vacinas dentro do refrigerador não devem ser colocados em caixas térmicas ou em sacos plásticos, a não ser que estes estejam perfurados e ou abertos. • O termômetro de máxima e mínima deve ser colocado em pé na prateleira e central e a temperatura deve ser verificada duas vezes ao dia (início e fim do expediente) e registrar no mapa de controle da temperatura. • Procurar saber quanto tempo ficou sem refrigeração devido à pane de energia elétrica. • Para facilitar o controle e conferência do estoque alocar de forma organizada por laboratório, partida e vencimento. • Conferência da temperatura dos refrigeradores durante finais de semana e feriados, especialmente nas épocas de vacinação contra a febre aftosa, a conferência deve ser diária e contínua a leitura também poderá ser realizada por funcionário da empresa cadastrado pelo serviço veterinário oficial ou pelo responsável-técnico pela revenda. • Certifique-se que as caixas de isopor do pecuarista está em boa conservação e entregue a vacina coberta com gelo e a caixa deve ser lacrada para evitar troca de calor. O pecuarista deve revisar o material antes da vacinação: • As agulhas hipodérmicas devem ser do tamanho 15 x 15 e/ou 15 x 20. Orientar a vacinar no máximo 10 animais por agulha, com área de corte intacta, além de sempre estarem esterilizadas. • Verificar o estado das borrachas vedantes, esterilizar através de fervura por 10 minutos. • Constatar se a dose a ser aplicada está correta através de calibração, lubrificar com vaselina líquida estéril em todas as pistolas ou fazer a aquisição de novos equipamentos, se necessário. Mais informações consulte: www.vacinas.org.br Calendário de Vacinação